Vôlei Quadra

Tipo exportação: Ana Tiemi emplaca seu sétimo ano na Europa e segue para experiência na Alemanha

Levantadora revela detalhes de sua passagem por Turquia, Romênia, França e Hungria, como contribuiu para o desenvolvimento de suas equipes e sua busca constante por evolução e novas histórias

11/08/2020 21:29 Por: Ace Esportes e Entretenimento
Ana Tiemi no Pan-Americano de Toronto, em 2015, defendendo a seleção brasileira. Foto: Divulgação/CBV
Campeã mundial juvenil e presença constante nas convocações da seleção brasileira adulta até 2015, a levantadora Ana Tiemi está em seu sétimo ano de Europa. Com sua história muito ligada ao Minas, onde iniciou sua trajetória como atleta, e ao Osasco, onde deslanchou entre as profissionais, essa mato-grossense saiu de Nova Mutum para se tornar cidadã do mundo. E como muitos talentos brasileiros, tem contribuído para o desenvolvimento do vôlei em outras ligas sem tanto destaque. Para o futuro, a promessa é de aproveitar a nova oportunidade que acabou de começar. Depois de Turquia, Romênia, França e Hungria, chegou a vez de brilhar nas quadras Alemãs, pelo SC Potsdam.


Ana Tiemi acabou de chegar à Alemanha, onde já começou a treinar. Durante a pandemia causada pelo novo coronavírus, a levantadora permaneceu na Hungria e tomou todas as precauções que o momento pedia. Agora, espera viver uma grande temporada em uma das ligas que mais cresce no mundo.

“Fiquei na Hungria o tempo todo. Precauções foram tomadas rapidamente por lá, então não fomos tão afetadas. Me senti segura o tempo todo. Infelizmente foi o primeiro ano em que não retornei ao Brasil. Devido a toda essa situação, fizemos um acordo, eu e meu clube, para que fosse direto para a Alemanha. Começamos a treinar e estou muito ansiosa, motivada por estar em um país novo, em mais uma aventura. Espero que corra tudo bem. A Alemanha tem a liga que mais vem crescendo na Europa. Será uma grande oportunidade para mim”, disse Ana Tiemi.
 

Antes de chegar ao SC Potsdam, a levantadora passou por outros quatro países, tendo, na maior parte do tempo, boas experiências, tirando a aventura romena. E o fato de ter vindo da escola brasileira contribuiu muito para isso.

“No começo, não me conheciam muito aqui na Europa. Mas quando ouviam que eu fui de seleção brasileira a conversa já mudava. Sempre teve um peso, sim. Sempre teve cobrança, pressão, mas nada fora do normal, nada como no Brasil.  Já são sete anos na Europa e muitas coisas aconteceram. Conheci pessoas que jamais pensei em conhecer e lugares incríveis. Cada lugar por qual passei me acrescentou algo. Tento sempre pegar o positivo e aprender com o negativo. A Turquia foi uma experiência incrível! Amei aquele país. Tinha medo por ser minha primeira temporada fora e ir para um país com a cultura tão diferente. Mas fui surpreendida e tive os melhores anos da minha carreira. Depois veio a Romênia. Um desastre! Não via a hora de acabar aquela temporada. Coisas ruins aconteceram, mas serviram de alerta para que não acontecesse novamente. Fui para a França e tive mais uma bela surpresa. Que lugar! Que pessoas! Me apaixonei! Por último teve a Hungria. Sinceramente, não estava esperando muita coisa, mas foi fantástico! Budapeste é demais! Poderia morar aqui para sempre”, resumiu. 


Com um trabalho grande na base, quando chegou ao Minas, aos 14 anos, Ana Tiemi sabe o quanto esses anos são importantes para se atingir a excelência ao longo da carreira. Vinda do Brasil, um celeiro de craques, ela acredita que o mercado internacional absorve os talentos verde-amarelos para dar um salto de qualidade. Inclusive no trabalho de formação.

“O Brasil não tem espaço para todos. Decidi sair pois não estava mais rendendo e foi a decisão mais acertada. Não me arrependo. Pude ver que o trabalho realizado na base está mudando por aqui, tanto que vemos como as seleções europeias estão crescendo. Muitos técnicos estrangeiros estão se espalhando, outros vão para grandes centros aprender com os melhores da área. A base faz muita diferença. Mesmo assim, entendo que alguns países da Europa são muito pequenos, então não tem o material humano que o Brasil tem”.


Para o novo desafio, Ana Tiemi acredita que vai usufruir de sua cultura oriental para mais uma vez ter uma rápida adaptação. A saudade da família, que não deu para ser amenizada com a visita anual de sempre, vai apertar, mas a expectativa é a melhor possível.

“Curiosamente eu nunca tive problema de adaptação. Acho que meu lado oriental me ajuda muito. Sempre respeito as regras dos lugares, sempre tento entender as outras pessoas e isso facilita eu me encaixar em todos os países. Ao menos é o que acredito. Lógico que a saudade da família pega muito, mas como eu moro longe de casa desde os 12 anos, já me acostumei”, disse, prometendo muito empenho para colocar mais títulos em sua galeria de conquistas.


“Como vem acontecendo nos últimos anos, eu serei a mais velha, a mais experiente do time. Então pretendo ajudar da maneira que eu puder, passar o que aprendi durante tantos anos de voleibol e, lógico, buscar títulos”, encerrou a levantadora brasileira, que completará 33 anos em outubro.

Fotos: Divulgação/CBV e arquivo pessoal

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