Vôlei Quadra

Casamento e transferência para a Polônia. A quarentena agitada do central Flávio

Atleta da seleção brasileira se prepara para embarcar para a Europa, em sua primeira experiência internacional, e conta detalhes de casório 'adiantado' pela mudança

24/06/2020 13:14 Por: Ace Esportes e Entretenimento
Quando o mundo parou em virtude da pandemia do novo coronavírus, o central Flávio vivia uma vida tranquila no Rio de Janeiro. Após uma temporada incrível com a seleção brasileira, o jogador chegou ao Sesc RJ cheio de expectativas, entre elas a de permanecer no radar do técnico Renan Dal Zotto, de olho numa vaga em Tóquio, até então 2020. Mas quis o destino que tudo mudasse repentinamente. Em meio a uma paralisação forçada, direto de seu refúgio no interior de Minas Gerais, ele teve que tomar decisões rápidas, como no momento de fugir do bloqueio adversário numa bola de primeiro tempo. E não se arrepende de nenhuma. Acertou a transferência para o forte Campeonato Polonês e aprontou, em pouquíssimo tempo, um casamento com a, agora esposa, Bruna.


Natural de Pimenta (MG), Flávio retornou para sua cidade natal em decorrência da pandemia do novo coronavírus. E de lá, no município de pouco menos de 20 mil habitantes, junto com sua família, tomou decisões que transformarão para sempre sua vida. Dentro e fora das quadras.

“Quando começou tudo, quando os treinos foram paralisados, fiquei uma semana fechado no meu apartamento no Rio de Janeiro e era difícil até fazer exercício, pela falta de espaço, falta de material. Minha família é do interior de Minas e eu sabia que eu teria lá um suporte maior, além de matar a saudade e passar por tudo isso juntos. Decidi ir para o interior e nesse período começaram a chegar algumas propostas e oportunidades lá de fora. Já sabíamos que o Sesc não continuaria com o projeto e eu estava no mercado. Tinha esperanças de ficar aqui, mas ou os clubes já tinham seus centrais fechados ou ainda não haviam definido como seria essa próxima temporada. Apareceu essa oportunidade na Polônia e decidi que seria uma boa. Vou jogar um voleibol de alto nível em um campeonato forte, com equipes bem competitivas. Decidi encarar”, revelou Flavio, que, ao lado de Bruna, deu mais um passo importante.


“Estamos juntos há mais de dois anos e já vínhamos conversando sobre casamento. Imaginávamos que fosse depois das Olimpíadas. Eu queria manter meu foco total no vôlei, para seguir lutando, buscando uma vaga no time que representará o Brasil lá. Ainda não havíamos encontrado a hora certa, para ser da maneira como sempre sonhamos, com amigos e familiares. Para ser aquele dia inesquecível. No meio disso tudo que estamos vivendo, decidimos casar de última hora, já que ela vai comigo para a Polônia e teremos algumas facilidades estando casados, como visto. Infelizmente não pode ser do jeito que imaginávamos, com todas as pessoas que gostaríamos juntas, mas o casamento foi sensacional, maravilhoso. Foi muito melhor que a gente sonhava ou imaginava. Sei que tomei uma decisão muito certa”.

A alegria do casamento e a certeza de ter feito a escolha certa foi precedida de muito trabalho. Flávio e a esposa, em virtude da pandemia, precisaram colocar literalmente a mão na massa para que o casamento saísse do papel. Fazer a lista de convidados, no entanto, não foi difícil. Seguindo as normas estabelecidas pelos órgãos sanitários, o casal contou apenas com os pais e padrinhos para celebrar a união.


“Depois de decidirmos agilizar o casamento, pesquisamos o que poderia ser feito nessa pandemia. Sabíamos que não poderíamos ter um evento com aglomeração e fizemos uma cerimônia intimista: casamento só no civil, com nossos pais e padrinhos. De fora, apenas a juíza de paz e nossa fotógrafa. Foi tudo muito simples, em um rancho, em Pimenta. Vivemos aquele momento de uma maneira tão especial que me emociono só de falar. Não consigo encontrar palavras para descrever o quanto foi especial”, descreveu Flavio.

Se o lado pessoal está mais do que resolvido, o profissional reserva aquele frio na barriga. Flavio irá para sua primeira experiência internacional e jogará em um país onde o vôlei é um fenômeno de público. E para ter o melhor aproveitamento possível, desde os primeiros dias de treino, o central brasileiro já seguirá para a Polônia neste domingo.

“Vai ser minha primeira experiência internacional e estou muito empolgado para conhecer um pouco mais da cultura deles, conhecer esse campeonato que é tão falado no mundo todo. Não sei muito sobre a cultura e costumes, mas sei que o vôlei é o primeiro esporte do país. Os poloneses são apaixonados por vôlei e o melhor de tudo vai ser viver isso de perto. Vai ser uma experiência muito bacana e estou muito empolgado. Vou trabalhar muito forte, desde o primeiro momento, para seguir lutando por uma vaga no time que vai aos Jogos de Tóquio. Estou de partida no próximo domingo (28.06), para me adaptar ao fuso e ao clima. Já está tudo organizado. É só fechar as malas, despedir da família e ir. Sem dúvida será um crescimento enorme na minha vida pessoal e profissional”, disse o meio de rede.


Para ter sucesso nessa primeira empreitada fora do Brasil, Flávio buscou ter boas referências antes de confirmar o acerto com o Aluron Virtu. E ficou muito feliz com as notícias que teve sobre sua nova casa.

“Acredito que o campeonato polonês seja um dos três mais fortes do mundo. Fiquei bem feliz com a oportunidade e com o time. Está chegando também um levantador argentino (Maximiliano Cavanna), que conheço de jogar contra. É bom de bola e acho que terei facilidade de acertar minhas bolas com ele. O técnico é o Igor Kolakovic, sérvio, muito respeitado no voleibol. Tudo isso me anima ainda mais. Os treinamentos começam no dia 6 de julho e espero estar adaptado”, finalizou.

Crédito fotos: FIVB e Miss Mendonça Fotografia (Arquivo pessoal)

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